segunda-feira, 9 de outubro de 2017

OS SETE PECADOS CAPITAIS - 1º PECADO CAPITAL: LINGUAGEM DO PADRÃO ESCRITO FORMAL


                                          OS  SETE  PECADOS  CAPITAIS



Alguns  erros de linguagem podem ser muito graves e ter grande impacto na vida das pessoas. Um exemplo é um erro de grafia ou de gramática cometido numa  conversa com outra pessoa por quem você se interessa, como na brincadeira da ilustração, ou em outras ocasiões importantes, como entrevistas de emprego, trabalhos acadêmicos, apresentações em público.

No Enem e nos demais vestibulares também é assim. Nesse caso, o que está em jogo é uma vaga numa boa universidade. As construções gramaticais de um texto na modalidade escrita formal precisam estar rigorosamente de acordo com a gramática padrão da língua portuguesa.
Nesta parte, você verá quais são os sete pecados capitais: erros frequentes de uso de linguagem nas provas de redação que você deve evitar a todo custo.
Ao contrário do que ocorre nas provas de Leitura e Interpretação de Textos ou, no caso do Enem, na prova de Códigos, Linguagens e suas Tecnologias que apresenta questões con-textualizadas, relacionadas ao texto, neste trabalho o objetivo é exclusivamente praticar o que você estudou e ajudá-lo a detectar eventuais deficiências de redação.
Por isso, traremos aqui questões bem objetivas, com c os práticos de aplicação de concor-dância e regência, fora do contexto linguístico mais amplo.
Lembre que o objetivo  não é revisar toda a gramática, e sim destacar alguns pontos aos quais você deve ficar especialmente atento. Só para você ter uma ideia, um dos dicionários de regência verbal da língua portuguesa tem mais de 500 páginas. Se você sente muitas dúvidas com relação a aspectos gramaticais, é recomendável que estude o assunto com apoio de materiais extras.

            PECADO  CAPITAL Nº 1 – LINGUAGEM DO PADRÃO ESCRITO FORMAL
 Nesse diálogo, a brincadeira é em cima das mudanças  da linguagem, numa situação imaginária em que um personagem de outra época se comunicasse com  alguém de hoje.
Ao longo do tempo, nosso idioma se modificou muito e algumas expressões até deixaram de ser usadas. Também mudou o tom, que era bem mais formal.
Isso é natural: a linguagem muda o tempo todo e há diversas diferenças entre as formas de falar, como por exemplo entre uma região e outra do Brasil, ou entre pessoas de gera-ções diferentes.
Mas, de qualquer forma, mesmo que existam todas essas nuances, no momento de es-crever, a linguagem tem que seguir determinado padrão.
Essa é uma das capacidades que o Enem e os demais vestibulares testam: se você do-mina a modalidade escrita formal da língua, de acordo com os padrões atuais.
A avaliação verifica se você tem consciência da distinção entre as modalidades oral e es-crita, informal e formal. Nunca se devem colocar marcas de oralidade e informalidade na redação.
No dia a dia, com nossos amigos, falamos de um modo bem diferente do que escrevemos. A linguagem oral é mais solta e admite variações, como por exemplo "tá", em vez de "es-tá", "né", em vez de "não é", gírias, até mesmo frases incompletas, cujo sentido o interlo-cutor pode deduzir no contexto.
No entanto, para entrar no ensino superior, é fundamental que o candidato domine a mo-dalidade escrita, que é mais formal e segue características próprias. Quem escreve cor-retamente na modalidade escrita formal:
• Respeita as normas gramaticais.
. Nunca usa termos inapropriados (gírias, palavrões e similares).
• Usa frases completas.
. Evita repetições (aí, então, né e
outros).
. Não usa caracteres próprios da internet, como abreviaturas ou emoticons.
• Evita usar "etc,",
Veja alguns exemplos:

Na modalidade oral, você diria:
Na modalidade escrita, há que dizer:
Cara, essa coisa de injustiça, sei lá, nada a ver.
A injustiça é algo que não se pode aceitar.
Ninguém respeita os velhos, tipo, entra no ônibus, já pegaram todos os lugares e ele tá lá, em pé, gente sem noção.
Nossa sociedade é pouco respeitosa com os idosos. Um exemplo disso é o que acon-tece nos meios de transporte, como os ôni-bus. Embora haja assentos reservados para pessoas da terceira idade, é comum que indivíduos sem  escrúpulos os ocupem.
Se a parada mudar, beleza, se não o Brasil vai se dar muito mal e as pessoas se man-dam daqui.
É preciso mudar a situação social antes que ela traga consequências negativas para o país e acabe ocasionando a saída dos pró-prios brasileiros para outros países, em busca de condições melhores.

EXERCÍCIOS
                                                                                                        
1.Transforme os discursos que seguem, próprios da linguagem oral, em discursos da modalidade escrita formal.

A) As manifestações foram legais mas tinha gente que ia só pra zoar. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
B) Desde o início geral sabe que, se a roubalheira acabar, aí já é, o país sai do buraco.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
C) O cara não tem condições na terra dele aí vem pra cidade achando que vai se dar bem aí não arruma emprego, aí entra na primeira pilantragem que aparece aí depois quando quer voltar tipo, pro caminho reto, aí já era!!!!!!!!!!-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
D) Se o cabelo q vc usa é da hora, se a roupa tá OK, tudo bem. Mas tem uns aí que aff, OMG, só trolando no Face, não posso fazer nada 4You. Não tenho culpa se o povo só se liga nisso! LOL! .-P--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
E) Cê já imaginô se as obras das Olímpíada num ficassem pronta? Num quero nem vê o que cos estranjêro iam falá de nóis. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

2. Linguagem formal não significa linguagem rebuscada demais. Escrever bem não é es-crever difícil, usando uma forma tão hermética que o leitor acabe sem entender o sentido do que é dito.

Neste exercício, a proposta é descomplicar. Transforme os trechos que seguem em frases inteligíveis, sem abrir mão do padrão formal da língua portuguesa.

A) O vetusto vernáculo manejado de forma irretocável não necessariamente repercute na assimilação do interlocutor. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
B) Hodiernamente elencamos empreendimentos aviltantes à ética da coletividade. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
C) No mesmo diapasão do que foi proferido precedentemente pelo orador, anseio pela concretude dessa utopia.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
D) Seria necessário ter a faculdade da oxiopia para estimar o lapso temporal que iremos singrar até a vitória.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

COMENTÁRIOS

Atividade 1

A) As assembleias foram legais mas tinha gente que ia só pra zoar.
> Neste caso, o problema é o uso de palavras muito informais, como "legais" ou "zoar". A-lém disso, seria ideal colocar uma vírgula antes de "mas", para marcar a oposição entre as ideias.
Frase reescrita: As assembleias tiveram um propósito sociopolítico significativo, ainda que muitas pessoas tenham participado apenas com o intuito de se divertir.

B) Desdo início geral sabe que, se a roubalheira acabar, aí já é, o país sai do buraco.
> Assim como no item anterior, o maior problema desse enunciado são as expressões informais, inapropriadas para o padrão escrito. Além disso, a expressão "desde o início" está escrita de forma incorreta.
Frase reescrita: Se os episódios de corrupção terminarem, isso será extremamente positivo para a recuperação do país.
C) O cara não tem condições na terra dele aí vem pra cidade achando que vai se dar bem aí não arruma emprego, aí entra na primeira pilantragem que aparece aí depois quando quer voltar tipo, pro caminho reto, aí já era!!!!!!!!!!
> Aqui temos: repetição excessiva de palavras (aí), termos inadequados (pilantragem) e frases incompletas, o que prejudica a compreensão. Além disso, as vírgulas estão colo-cadas de forma incorreta e não há necessidade de colocar ponto de exclamação no final (muito menos essa quantidade exagerada).
Frase reescrita: O migrante sai da sua terra, na maioria das vezes, por falta de condições dignas de vida. Quando chega aos centros urbanos, apesar de cheio de esperança, depara com a dura realidade: a falta de empregos e oportunidades. É quando surge o risco de cair em atividades ilícitas. Se isso de fato ocorre, torna-se cada vez mais difícil se inserir no mundo do trabalho e na vida social.

D) Se o cabelo q vc usa é da hora, se a roupa tá OK, tudo bem. Mas tem uns aí que aff, OMG, só trolando no Face, não posso fazer nada 4You. Não tenho culpa se o povo só se liga nisso! LOL! .-P
> Este é um caso em que a linguagem informal própria da internet foi usada num texto que pede formalidade.
Frase reescrita: Muitos jovens sofrem com  preconceitos e críticas pelos mais diversos motivos. Corte e forma do cabelo, estilo de roupas e outros elementos podem contribuir para torna-los mais vulneráveis a agressões e a bullying, que acontecem até mesmo por meio de redes sociais.

E) Cê já imaginô se as obras das Olímpíada num ficassem pronta? Num quero nem vê o que cos estranjêro iam falá de nóis.
>  Aqui o problema é o registro escrito, que reproduz literalmente a forma de falar. Além disso, há erros de concordância e a construção da frase precisa melhorar.             '
Frase reescrita: Se as obras previstas para a realização dos Jogos Olímpicos não fossem concluídas a tempo, a imagem do Brasil no exterior ficaria seriamente comprometida.

Atividade 2

A) Ainda  que a linguagem seja utilizada de forma correta, não é garantido que o ouvinte compreenda o que é dito.
B) Atualmente ocorrem fatos que ferem os valores da convivência em comum.
C) Na mesma linha do que afirmou o apresentador, também espero que esse sonho se realize.
D) Não é possível estimar o tempo que levaremos para alcançar a vitória.



sexta-feira, 11 de agosto de 2017

TOP 10 - AS DEZ PRINCIPAIS DICAS DE QUEM JÁ CHEGOU LÁ

Você vai conhecer agora três candidatos que alcançaram nota máxima na prova do Enem. Fizemos a eles as perguntas mais decisivas: como se prepararam? quais são as suas dicas? O que fazer para superar a ansiedade da página em branco, na hora e escrever?

Carlos Eduardo Lopes Marciano, autor da redação nota mil "O verdadeiro preço de um brinquedo", que você leu algumas páginas atrás. Ele passou para o curso de Engenharia.

Isabela Cruz. A redação que ela apresentou foi utilizada no Guia do Candidato do Enem, para indicar o que é um texto nota mil. Agora a estudante de Medicina desvenda como chegou a isso e como você pode fazer o mesmo.

João Pedro Maciel Schlaepfer, autor da redação nota mil "Quem Sabe o que É Melhor para Ela ?". Ele entrou no curso de Letras.
Eles abrem o jogo e, com muita generosidade, dão o caminho das pedras para quem está se preparando para enfrentar o mesmo desafio. Várias destas dicas podem ser aplicadas no seu dia a dia. Faça isso: a nota mil que eles alcançaram é a prova de que seus métodos funcionam.

1. A  melhor  estratégia  é  a  prática

ISABELA CRUZ: A melhor estratégia para superar o nervosismo na hora da prova é, defi-nitivamente, a prática. Quando você sabe que deu o seu melhor, se esforçou bastante e treinou vários temas diferentes, começar a escrever deixa de ser difícil.
Fiz o Enem exatamente na época em que a maioria das faculdades aderiu a ele e os vestibulares, como o da UFRJ, acabaram. Assim que fiquei sabendo da importância da prova para minha aprovação, passei a focar grande partir dos meus estudos em como elaborar uma boa redação.
Na minha própria escola, eu tinha aulas específicas de redação, mas, fora isso, eu con-versei bastante com a minha professora e ela me ajudou muito. Assim, fazia, pelo menos, uma redação por semana e ela a corrigia, fazendo com que eu conseguisse ir moldando o meu texto ao que seria exigido pelos corretores, o que me ajudou bastante.
Além disso, como eu escrevia muitas redações, consegui abordar uma grande diversidade de temas, incluindo várias propostas de provas antigas. Por sorte, o tema escolhido para a minha prova era bastante parecido com um que eu já tinha feito, o que me deixou muito mais tranquila no momento da prova.

CARLOS EDUARDO LOPES MARCIANO: Durante os anos de colégio, treinei diversos temas de redação em sala. É necessário estar preparado para qualquer tema possível, desde o mais elementar  até o mai desconhecido.
Mesmo que seja um assunto sobre o qual ninguém de sua sala ouviu falar, eu garanto ser completamente possível dissertar sobre ele de forma inteligente e esclarecedora. Isso só é possível através do treino: escolher um tema aleatório e tentar criar uma redação argumen-tativa é uma boa ideia para exercitar a técnica.
Lembro-me de ter pego o assunto "lixo urbano" ao acaso, um tema que não é muito difícil, e tentado escrever um texto. No início, achei que não ficaria tão bom, mas, quando termi-nei, fiquei bastante satisfeito. Depois, fui procurar na internet outros argumentos, pontos de vista e citações que eu poderia ter usado, a fim de aperfeiçoar esse mesmo tema caso, no futuro, eu tenha que dissertar sobre o assunto novamente.

JOÃO PEDRO MACIEL SCHLAEPFER: Minha preparação foi conturbada. Concluí o terceiro ano do ensino médio em 2012. Saí do colégio diretamente para uma universidade pública, em que cursava Geografia. Trabalhei no mesmo período naquele colégio como monitor. O exercício da escrita nunca esteve ausente, embora eu tenha ficado, depois desse vestibular, dois anos sem praticar a redação dissertativo-argumentativa.
Enquanto estive na escola, cumpri meus deveres, o professor não dá aquelas dicas à toa. A nota, porém, só veio dois anos mais tarde, quando eu já tinha desistido da primeira graduação e não estava mais em curso pré-vestibular. Pautei-me mais nos critérios de correção do que na escrita propriamente dita.

2. O  valor do conteúdo

CARLOSEDUARDOLOPES MARCIANO: Sempre procuro colocar pelo menos uma refe-rência histórica. Outra técnica útil é citar uma autoridade no assunto. Apesar de eu não ter feito isso nesse texto em específico, é algo que rende muitos pontos.
Apesar de sempre ter gostado de escrever e, principalmente, conseguir  ser compreendido quando escrevo, existem várias alternativas de preparo para a criação de um bom texto.
Por exemplo: no currículo do ensino médio, existem matérias de humanas como história, geografia, filosofia e sociologia. Apesar de a prova do Enem ter questões relativas a essas disciplinas, é necessário perceber que todas elas também são de grande serventia na hora da redação. Citar um evento histórico como argumento ou parafrasear um pensador relacionado à sua tese pode ser a chave para um bom desempenho.
Por isso, é preciso destacar a enorme importância dessas matérias na hora de elaborar um texto e, consequentemente, dedicar uma atenção especial a essas aulas.
Cheguei a criar um documento com várias citações que poderiam ser úteis na hora de criar um texto. À medida que lia algo que achava que podia ser útil, eu adicionava à lista. No dia anterior à prova de redação, reli essas anotações na tentativa de lembrar de usá-las.

 3. Bagagem de leitura e experiências aparece na prova

JOÃO PEDRO MACIEL SCHLAEPFER: "Dica" é um tanto complicado. Além do básico de praticar a escrita, acredito que o aluno a caminho da prova deve admirar a paisagem. É óbvio que a questão de estudar, para a redação, português e técnica de dissertação-argumentativa é fundamental, mas a parte que compete à redação não trata apenas de conteúdo gramatical.
Fiz a brincadeira ao mencionar a paisagem, pois o tema da prova pode coincidir de ser discutido previamente em aula, independentemente desse debate anterior. Para mim, é uma forma de exercício de lógica. Qual a dica então? Talvez, ser curioso. Cada um da sua forma e no seu campo de interesse.
Essa bagagem herdada de qualquer experiência vai servir para alguma função, apareça ou não diretamente no texto. Pode ser que saia numa forma de raciocínio, num caminho de argumentação menos comum, num sistema de analogias ...

ISABELA CRUZ: Ler bastante, seja jornais, revistas, sites ou livros, é uma ótima estratégia para uma boa redação. Com isso, seus textos ficarão mais bem escritos e você pode evitar erros de ortografia, que são bastante mal vistos pela banca.

CARLOS EDUARDO LOPES MARCIANO: É necessário lembrar que absolutamente nenhum tema é impossível. Mesmo que você se depare com um assunto jamais visto antes, acredite: será completamente possível dissertar sobre ele através da bagagem adquirida durante o ensino médio.
Um exemplo é o Enem 2012, cujo tema de redação foi "A imigração para o Brasil no sécu-lo XXI". Apesar de não ser um assunto muito comentado na maioria dos colégios, é perfei-tamente possível utilizar aquilo que foi aprendido em aulas de geografia ou história para a criação de um texto coerente e com bons argumentos.
Tente se lembrar de absolutamente tudo que você viu em aulas de história, geografia, fi-losofia e sociologia. Todo argumento pode ser válido, desde que seja escrito de forma co-erente.
Por exemplo, em minha redação, consegui relacionar o surgimento da imprensa à publici-dade infantil e, ao mesmo tempo, enriquecer o meu texto. À primeira vista, podem parecer assuntos muito distintos, mas, acompanhados de uma argumentação bem estruturada, clara e coerente, conseguem ser facilmente relacionados.

4. Treinar  o  tempo  de  escrita

ISABELA CRUZ: Um ponto importante é treinar o tempo de escrita. Na minha prova, reservei uma hora para o texto, nem um segundo a mais. Escrever o rascunho e a redação nesse tempo foi um trabalho árduo, nas minhas aulas eu cheguei a ter que fazer uma redação em vinte minutos só para poder praticar. E deu certo, usei o tempo todo reservado sem  precisar me estender muito e perder minutos preciosos durante a prova.

CARLOS EDUARDO LOPES MARCIANO: É crucial aproveitar praticamente todo o tempo do exame. Sair cedo geralmente indica que algo deu errado. Faça a prova com calma, se preocupando apenas se você não está excedendo o tempo de cada questão. Eu, por e-xemplo, fui dos últimos a sair no dia em que escrevi a redação nota mil e tive que assinar a pauta de sala.  correr Lembro que, por ter demorado 1h30 na redação, tive que correr um pouco durante a prova. É normal, imprevistos acontecem..

5. Como  organizar  o  texto

CARLOS EDUARDO LOPES MARCIANO: Sempre divido o texto em quatro partes: uma introdução que termine em pergunta retórica; um parágrafo com um argumento; outro pará-grafo com outro argumento; e uma conclusão, que, no caso do Enem, precisa de propostas de intervenção.
Para as propostas, sempre uso pelo menos duas, sendo que ambas devem ser bem explicadas e desenvolvidas.

ISABELA CRUZ: Saber a estrutura dos tipos de textos que podem cair em uma prova de vestibular é fundamental, ou seja, saber exatamente como estruturar o seu texto. É funda-mental pensar sempre na proposta de resolução, pois ela conta pontos muito importantes na hora da correção.

6. Usando a linguagem a seu favor

CARLOS EDUARDO LOPES MARCIANO: Usar muitos adjetivos é uma boa técnica para enriquecer uma proposta, como eu fiz no meu texto. Uma dupla de adjetivos (como "abu-sivas e inadequadas" ou "compreensível e responsável", vistas no meu último parágrafo) são artifícios que sempre uso nas minhas redações.
Uma dica é o uso inteligente da vírgula: marcar as pausas no texto é algo essencial para que o corretor compreenda o que você quer dizer. Ler o texto na sua mente para ver se suas pausas estão bem colocadas é algo necessário na hora de escrever uma redação.

ISABELA CRUZ: Para conseguir construir um texto bem elaborado há que praticar o má-ximo possível e prestar atenção ao que os avaliadores podem exigir d você na hora da cor- reção. Por exemplo, fazer um bom uso de conectivos para ligar os parágrafos da redação entre si é fundamental para a coesão do texto. Os avaliadores tendem a valorizar um texto fluido e bem estruturado.

7. Superação do nervosismo começa antes da prova

CARLOS EDUARDO LOPES MARCIANO: A superação do nervosismo começa antes da prova. É importante chegar uma hora antes do início para garantir um bom lugar, se acostumar com a sala, respirar e se acalmar um pouco.

ISABELA CRUZ: Deixar o nervosismo de lado na hora da prova é indispensável, não só na redação, mas também nas provas de múltipla escolha. Tirar o dia anterior ao exame para relaxar ou fazer algum programa leve funcionou muito bem para mim. Tudo o que você deveria estudar já foi estudado ao longo do ano inteiro, resolver revisar a matéria inteira nas horas antes da prova só causa mais estresse e ansiedade em relação à prova, então evite.

8. Métodos que funcionam na hora da prova

CARLOS EDUARDO LOPES MARCIANO: Vou detalhar como escrevo uma redação. Durante os primeiros 15-20 minutos, fico simplesmente olhando para a folha de papel em branco e tentando formular uma tese, que deve ser defendida até o final. Para isso, come-ço a escrever na parte de cima da folha os possíveis argumentos a serem utilizados, sem-pre procurando no mínimo uma referência histórica. O modelo de parágrafos que sigo é Introdução - > Argumento 1 - > Argumento 2 - > Conclusão. Após aproximadamente meia hora, já consigo ter o texto mais ou menos montado na minha cabeça, e, seguindo as ano-tações que fiz na folha de rascunho, começo a criar uma redação. Ao fim, releio, faço di-versas alterações e transcrevo o texto para a folha oficial.

9. Vencer a ansiedade diante da página em branco

JOÃO PEDRO MACIEL SCHLAEPFER: De todas, essa é a parte mais difícil. Cansei de ver, como monitor, excelentes alunos, com redações quase impecáveis, que voltavam das provas contando más experiências. Simulado ajuda muito na preparação, mas, não importa quantos sejam feitos, nada é igual à prova de verdade, sobretudo com a pressão e com uma barreira: redigir.
É difícil ver que a única pessoa que pode preencher aquela folha é você. Como foi para mim? Demorado. Aquele não foi meu primeiro vestibular, foi o quinto, além do Enem, tentava mais alternativas.

CARLOS EDUARDO LOPES MARCIANO: Bloqueios criativos são normais. É comum não conseguirmos achar um bom argumento para o tema em questão. Porém, a minha única dica nesses casos é não desistir.
Acredite: mais cedo ou mais tarde você pensará numa argumentação que irá garantir uma ótima nota. Esqueça o tempo por um momento e apenas pense.

ISABELA CRUZ: Se na hora der um branco, comece com qualquer coisa, nem que seja uma ideia ruim que pode nem entrar na sua redação final. Só o fato de colocar a cabeça para funcionar e começar a escrever algo já funciona para diminuir a ansiedade.
Para ajudar um pouco, fazer uma espécie de brainstorming e colocar todas as suas ideias ligadas àquele tema no papel facilita bastante. Eu, particularmente, comecei a prova olhando o tema, escrevendo as principais ideias sobre ele, e passei para a prova.
No final, com as questões já resolvidas, voltei para a redação, e, como minhas ideias já estavam no papel e tive um certo tempo para amadurecê-las no decorrer da prova, come-cei a escrever o texto com tranquilidade e ainda sobrou um certo tempinho no final.

10.  Cada pessoa tem seu ponto de equilíbrio

JOÃO PEDRO MACIEL SCHLAEPFER: Cada pessoa tem sua excentricidade, e, geral-mente a partir dela, descobre seu ponto de equilíbrio para poder acalmar-se e diminuir o peso que é colocado sobre cada um (e costumamos aceitar) ao longo do ano.
Descobri a respiração, o relaxamento. Parece contraproducente, mas repetidas vezes no decorrer da prova parava, olhava para os lados, bocejava, pensava em coisas comple-tamente aleatórias, dava um jeito de transporta minha cabeça para outro lugar e só re-tornava uns minutos depois.
Reparei que havia muito desespero, uma luta contra o relógio, que também pesa ao ver a folha em branco. É preciso pensar, problematizar um certo tema, tomar uma posição e organizar as ideias, contextualizá-las, desenvolvê-las, fazer uma proposta de solução e concluí-las em cinco horas. Não, uma só, tecnicamente as outras quatro são para o res-tante da prova. Paro, e respiro.
                                    
(Andrea Ramal – Redação Excelente para Enem e Vestibulares – ED. Método, 2016)



domingo, 30 de julho de 2017

“GERAÇÃO DO MÃE, QUERO AGORA”: POR QUE ESTA REDAÇÃO ALCANÇOU NOTA MIL

Leia  a redação apresentada por Lohraine Souza, que  foi avaliada com nota mil. Procure verificar quais os pontos mais positivos do texto e também os eventuais problemas.

                                  Geração do “Mãe, eu quero agora”
      O grande capitalismo, sempre muito ágil, possui a capacidade de se direcionar a diferentes públicos, objetivando incentivar o consumo, e, consequentemente, maior lucro. Sobretudo, na contemporaneidade, com o avanço dos meios de comunicação, a publicidade voltada ao campo infantil se apresenta como bastante interessante, devido ao retorno satisfatório ao mercado. Entretanto, em nome de levar encanto e entretenimento às crianças, as empresas contribuem de forma negativa, tanto no aspecto de saúde, ao vincular diversão a comidas pouco saudáveis, e no cidadão, por meio do estímulo ao consumo constante e desenfreado, que prejudica, não só o consumista, como toda a sociedade.
      A maior marca de comida rápida do mundo, tradicionalmente, possui, em seu cardápio, uma série de brinquedos colecionáveis, atualizados mensalmente, que acompanham o "lanche feliz". Fato é que, os índices referentes à obesidade infantil vêm preocupando as autoridades brasileiras, uma vez que é imprescindível que as crianças se alimentem de forma saudável e que sejam ensinadas a desenvolver a consciência da boa alimentação, que dificultará, no futuro, o aparecimento de doenças cardiovasculares, maior causadora
de mortes, no Brasil. Sendo assim, em prol de uma sociedade, acima de tudo, sadia, faz-se necessária medida do Poder Público em impedir qualquer manobra publicitária que, por meio de super-hérois e "bichinhos'; seja vilã da saúde infantil.
      Acresce que, a pesada propaganda também prejudica o ser humano em formação no sentido de seduzi-lo ao desejo por um consumo frequente e imediatista, sem nenhuma preocupação com a realidade da população. No Brasil, país que, apesar de muito combatida, ainda apresenta alto número de desigualdade social, a publicidade pouco se importa com o resultado do não atendimento a um anseio infantil que, muitas vezes, pode trazer - e trará! - consequências psicológicas permanentes, tendo em vista que sua preocupação é, somente, com o lucro. Logo, com o intuito de educar nossos pequenos
cidadãos ao consumo, principalmente, consciente, a Escola e a Família têm papéis ímpares na entrega de um indivíduo responsável e respeitador de limites a sociedade.
      Em síntese, fica evidente a importância de proteger nossas crianças de um mercado insano que, dos modos mais sutis, visa alcançar benefício próprio em detrimento de tudo. Enquanto agente social, é função do Poder Público, por meio de suas ações, garantir bem estar e saúde aos brasileiros. Por fim, como segundo Max Weber, a educação é ferramenta de coesão social, Escola e, sobretudo, a Família são os principais responsáveis pelo bem doutrinar do cidadão com caráter em construção para que, quando adulto, contribua para que tenhamos uma sociedade responsável, avessa a um consumo doentio,
adepta de um comprar consciente.

ANÁLISE  DA  REDAÇÃO
Veja como a autora conduziu seu pensamento ao longo do texto:



 1-INTRODUÇÃO
      O grande capitalismo, sempre muito ágil, possui a capacidade de se direcionar a diferentes públicos, objetivando incentivar o consumo, e, consequentemente, maior lucro. Sobretudo, na contemporaneidade, com o avanço dos meios de comunicação, a publicidade voltada ao campo infantil se apresenta como bastante interessante, devido ao retorno satisfatório ao mercado. Entretanto, em nome de levar encanto e entretenimento às crianças, as empresas contribuem de forma negativa, tanto no aspecto de saúde, ao vincular diversão a comidas pouco saudáveis, e no cidadão, por meio do estímulo ao consumo constante e desenfreado, que prejudica, não só o consumista, como toda a sociedade.



 2-DESENVOLVIMENTO: PRIMEIRO PARÁGRAFO
      A maior marca de comida rápida do mundo, tradicionalmente, possui, em seu cardápio, uma série de brinquedos colecionáveis, atualizados mensalmente, que acompanham o "lanche feliz". Fato é que, os índices referentes à obesidade infantil vêm preocupando as autoridades brasileiras, uma vez que é imprescindível que as crianças se alimentem de forma saudável e que sejam ensinadas a desenvolver a consciência da boa alimentação, que dificultará, no futuro, o aparecimento de doenças cardiovasculares, maior causadora de mortes, no Brasil. Sendo assim, em prol de uma sociedade, acima de tudo, sadia, faz-se necessária medida do Poder Público em impedir qualquer manobra publicitária que, por meio de super-hérois e "bichinhos'; seja vilã da saúde infantil.



 3-DESENVOLVIMENTO: SEGUNDO PARÁGRAFO
      Acresce que, a pesada propaganda também prejudica o ser humano em formação no sentido de seduzi-lo ao desejo por um consumo frequente e imediatista, sem nenhuma preocupação com a realidade da população. No Brasil, país que, apesar de muito combatida, ainda apresenta alto número de desigualdade social, a publicidade pouco se importa com o resultado do não atendimento a um anseio infantil que, muitas vezes, pode trazer - e trará! - consequências psicológicas permanentes, tendo em vista que sua preocupação é, somente, com o lucro. Logo, com o intuito de educar nossos pequenos cidadãos ao consumo, principalmente, consciente, a Escola e a Família têm papéis ímpares na entrega de um indivíduo responsável e respeitador de limites a sociedade.



4-CONCLUSÃO
      Em síntese, fica evidente a importância de proteger nossas crianças de um mercado insano que, dos modos mais sutis, visa alcançar benefício próprio em detrimento de tudo. Enquanto agente social, é função do Poder Público, por meio de suas ações, garantir bem estar e saúde aos brasileiros. Por fim, como segundo Max Weber, a educação é ferramenta de coesão social, Escola e, sobretudo, a Família são os principais responsáveis pelo bem doutrinar do cidadão com caráter em construção para que, quando adulto, contribua para que tenhamos uma sociedade responsável, avessa a um consumo doentio, adepta de um comprar consciente.



 5-USO  DE  ESTRATÉGIAS  DA  LINGUAGEM
Veja algumas estratégias de linguagem que a autora utilizou que serviram para dar mais brilho à redação:
1. Uso adequado de conectivos ou expressões que fazem ligação das ideias para dar coesão ao texto. Por exemplo:

O grande capitalismo, sempre muito ágil, possui a capacidade de se direcionar a diferentes públicos, objetivando incentivar o consumo, e, consequentemente, maior lucro.

Sobretudo na contemporaneidade, com o avanço dos meios de comunicação, a publicidade voltada ao campo infantil se apresenta como bastante interessante, devido ao retorno satisfatório ao mercado.

Entretanto, em nome de levar encanto e entretenimento às crianças, as empresas contribuem de forma negativa.

2. Expressões adequadas para a modalidade escrita da língua portuguesa, sem cair em termos coloquiais ou muito comuns. Por exemplo:

Termos  acertados do texto
Foi bem melhor do que dizer...
... na contemporaneidade
... hoje
... a publicidade voltada ao campo infantil
... a publicidade para crianças
... devido ao retorno satisfatório ao mercado
... por vender muito
... consumo constante e desenfreado
... comprar todo dia e sem parar
... consumo imediatista
... comprar sem pensar no amanhã
... pode trazer - e trará! - consequências psicológicas permanentes
... vai trazer problemas para toda a vida da pessoa
... obesidade infantil
... gordura das crianças
... a Escola e a Família têm papéis ímpares
... a Escola e a Família têm papéis muito importantes
... com o intuito de educar
... para educar

3. Critica às ações de marketing de determinadas empresas, dando um exemplo con-creto, mas sem citar o nome:
  
   A maior marca de comida rápida do mundo, tradicionalmente, possui, em seu cardápio, uma série de brinquedos colecionáveis, atualizados mensalmente, que acompanham o "lanche feliz".

Ao ser escrito dessa forma, o exemplo consegue dar força ao argumento, porque não coloca a atenção do leitor sobre uma "marca", e sim, sobre o método que usa para seduzir. Além disso, a autora consegue instigar o leitor, pois não entrega toda a informação pronta, deixando que ele deduza.

4. Prioriza o português em vez de recorrer a expressões estrangeiras. Por exemplo:
Comida rápida -> em vez de "fast food",
Cardápio -> em vez de "menu".
Mercado -> em vez de "marketing".
5. Demonstra conhecimento de outras áreas, tornando a sua abordagem mais interdisciplinar - ponto que conta na avaliação. Por exemplo:
. Informa que as doenças cardiovasculares são as maiores causadora de mortes no Brasil.
. Cita Max Weber, intelectual alemão, considerado um dos fundadores da Sociologia. Como a análise que a autora estava fazendo era de cunho sociológico, foi uma escolha acertada.

6. Usa o vocabulário e as expressões linguísticas a seu favor, enriquecendo o texto.
Veja este trecho:

Sendo assim, em prol de uma sociedade, acima de tudo, sadia, faz-se necessária medida do Poder Público em impedir qualquer manobra publicitária que, por meio de super-hérois e "bichinhos '; seja vilã da saúde infantil.

- O interessante recurso usado pela autora estabelece um paradoxo: super-heróis se tornam vilões. Foi uma maneira bem inteligente de argumentar.

- Em outro trecho, a autora mostrou a preocupação de não repetir o termo "criança": trocou por expressões equivalentes, como "ser humano em formação", "pequenos cidadãos" ou "cidadãos com caráter em formação".

- Nesta parte, a autora insere um aposto entre travessões, para dar ênfase a sua  argumen-tação:

... a publicidade pouco se importa com o resultado do não atendimento a um anseio infantil que, muitas vezes, pode trazer - e trará! - consequências psicológicas permanentes.

- A autora usa alguns verbos na forma substantivada, deixando claro que não se trata de um erro, mas sim de domínio da linguagem, com o objetivo de empregar, na redação, um vo-cábulo de um modo diferente do usual. Veja o exemplo dos verbos doutrinar e comprar, no trecho que segue, usados na forma de substantivos:

Escola e, sobretudo, a Família são os principais responsáveis pelo bem doutrinar do cidadão com caráter em construção para que, quando adulto, contribua para que tenhamos uma sociedade responsável, avessa a um consumo doentio, adepta de um comprar consciente.

- A autora demonstra domínio da regência verbal ao usar corretamente verbos que costu-
mam provocar confusão. Veja um exemplo:

       ... que prejudica, não só o consumista, como toda a sociedade.

- Foi acertada a regência do verbo prejudicar. Enquanto muitos teriam escrito, erradamente, "prejudica ao consumista", a autora não usou preposição, já que se trata de um verbo tran-sitivo direto.

- Outro acerto é a concordância nominal em "faz-se necessária medida do Poder Público, frase em que o termo "necessária" concorda com "medida".

EXERCÍCIOS
Apesar de ser uma excelente redação, o texto comentado apresenta alguns pequenos er-ros. Eles não prejudicaram o conjunto - tanto é assim que a redação alcançou nota máxima.
Isso é bastante comum nas redações com nota mil: os avaliadores relevam uma ou outra incorreção por entender que, dada a qualidade do texto como um todo, um acento mal colocado ou uma pontuação incorreta são resultado da tensão do momento, mas não constituem propriamente motivos para diminuir a nota.
Como forma de ficar atento aos pormenores do seu texto, detecte qual é a incorreção presente nos seguintes trechos. Depois, confira sua análise  com os Comentários.

A) "Fato é que, os índices referentes à obesidade infantil vêm preocupando as autoridades brasileiras."
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B)”... o aparecimento de doenças cardiovasculares, maior causadora de mortes no Brasil".
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C) " ... faz-se necessária medida do Poder Público em impedir qualquer manobra publi-citária que, por meio de super hérois e 'bichinhos', seja vilã da saúde infantil".
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D) "Acresce que, a pesada propaganda também prejudica o ser humano em formação no sentido de seduzi-lo ao desejo por um consumo frequente e imediatista."
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E)"No Brasil, país que, apesar de muito combatida, ainda apresenta alto número de desi-gualdade social. .. "
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F)"A Escola e a Família têm papéis ímpares na entrega de um indivíduo responsável e res-peitador de limites a sociedade."
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COMENTÁRIOS

A) A vírgula depois da palavra "que" deveria ser suprimida.

B) O correto seria: " ... o aparecimento de doenças cardiovasculares, as maiores causa-doras de mortes no Brasil".

C) Em vez de "medida do Poder Público em impedir", seria melhor escrever "para impedir". Além disso, no termo "super-heróis", faltou o hífen e deveria ter sido colocado o acento no "o", em "heróis". No novo acordo ortográfico da língua portuguesa, não se usa o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas, como por exemplo, "heroico";
Po-rém as oxítonas e os monossílabos tônicos terminados em éi e ói continuam acen-tuados (é o caso de "herói").

D) A vírgula depois da palavra "que" deveria ser suprimida. Poderia haver vírgula após "formação".

E) "Alto número de desigualdade social. .. " ficou um pouco estranho. Seria melhor trocar a palavra "número" por "índice".

F) Houve um erro de crase no final, pois fala-se de entregar algo a alguém. Reveja a frase:
    “A Escola e a Família têm papéis ímpares na entrega de um indivíduo responsável e respeitador de limites a sociedade. "

    Trata-se, portanto, de entregar um indivíduo responsável e respeitador de limites a + a sociedade. -> à sociedade.

terça-feira, 18 de julho de 2017

“O VERDADEIRO PREÇO DE UM BRINQUEDO”: POR QUE ESTA REDAÇÃO ALCANÇOU NOTA MIL?

A proposta do Enem 2014 foi: Publicidade infantil em questão.

Leia a redação apresentada por Carlos Eduardo Lopes Marciano, que foi avaliada com nota mil. Procure verificar quais são os pontos mais positivos do texto.
                                      
                                      O verdadeiro preço de um brinquedo
        É comum vermos comerciais direcionados ao público infantil. Com a existência de personagens famosos, músicas para crianças e parques temáticos, a indústria de produtos destinados a essa faixa etária cresce de forma nunca vista antes. No entanto, tendo em vista a idade desse  público surge a pergunta: as crianças estariam preparadas para o bombardeio de consumo que as propagandas veiculam?

sexta-feira, 14 de julho de 2017

AGORA É VOCÊ QUEM ESCREVE



3.1. Proposta de redação
                      
                           
Álcool em festas de jovens: liberar ou proibir?


A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construí dos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema "O consumo de álcool pelos jovens: diversão inofensiva ou autodestruição?", apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.